quarta-feira, 13 de abril de 2011

O lado doce da Suécia

O longo e escuro Inverno escandinavo, em que maior parte do tempo é passado dentro de casa, faz desabrochar a imaginação que há em nós! Os muitos livros que acabam a decorar paredes inteiras a roçar o tecto na casa dos suecos são a opção mais habitual. Mas o que nos tem fascinado mais é conhecer os diferentes sabores da culinária sueca, principalmente, a doçaria. Aqui fica uma amostra dos que nos cativaram mais até agora.

Os Semlor





São bolinhos recheados com pasta de amêndoa e natas batidas com que os suecos, e não só, se lambuzam entre o Natal e a Páscoa. Originalmente, os semlor eram comidos apenas na Terça-feira Gorda. Os bolinhos de diferentes pastelarias são avaliados todos os anos e o resultado é publicado no jornal de cada localidade! Este bolo é de tal forma saboroso que há o risco de comer de mais. Que o diga o Rei Adolf Fredrik que morreu em 1771, de ataque cardíaco, após uma fausta refeição em que acabou por comer demasiados semlor!

O Morotskaka



Este bolo de cenoura tornou-se popular durante a II Guerra Mundial devido ao racionamento de açúcar dado que o adoçante natural da cenoura limitava o seu uso. A conjugação do sabor doce da cenoura e o do creme de queijo com o qual é barrado por cima é fantástica! :D

Os Saffransbullar



Estes bolos de massa fermentada e condimentados com açafrão têm uma origem muito antiga. A lenda conta que foram feitos em honra do gato da Deusa Freya, sendo esta história reforçada por vestígios encontrados em túmulos da era viking. Na Suécia usam-se passas para decorar e podem ter várias formas mas a de S invertido (na fotografia) é a mais vulgar. São tradicionalmente ingeridos durante o período do Advento e especialmente no Dia de Santa Lúcia, a 13 Dezembro.

Os Kanelbullar



Estes bolos são tão famosos que têm um dia em sua honra no calendário sueco a 4 de Outubro! Ganharam popularidade nos anos vinte, após a I Guerra Mundial, e agora não há sitio que não os venda, piores ou melhores, quentinhos ou já frios mas sempre o provocador cheirinho a canela.

E agora la piece de resistance, o Prinsesstårta em várias versões coloridas



Este bolo além de bonito é viciante e digno de princesas! Teve origem nos anos trinta e foi inventado em honra das Princesas da altura pela sua professora e autora de livros de cozinha. Começou por ter três variações, uma para cada Princesa, mas de forma a facilitar a vida a quem o confeccionava, uma confeitaria em Estocolmo resolveu juntar em apenas um as melhores características dos três. Ainda hoje ninguém consegue explicar o porquê da cor tradicional ser o verde!