sábado, 4 de fevereiro de 2012

Neve e mais neve...

As baixas temperaturas e a enorme quantidade de neve que têm fustigado a Europa por estes dias inspirou-nos a publicar algumas imagens de tempestades de neve que fomos acumulando ao longo dos anos que aqui vivemos. Escolhemos o preto e branco porque são os tons que melhor ilustram o sentimento que a todos atinge durante os longos meses do inverno, os famosos Winter Blues.

Na cidade...




Nos parques de estacionamento...




Nas estradas...




 Nos arredores da cidade...



Também há quem aproveite para esquiar ou andar de trenó!


domingo, 11 de dezembro de 2011

God Jul - Feliz Natal

Quase de regresso ao nosso país para celebrar a quadra natalícia, aqui ficam algumas tradições suecas que anunciam a chegada do Natal.

Dia 13 de Dezembro celebra-se o Dia de Santa Luzia (ou Lúcia). Esta figura mítica tem o importante papel de trazer a luz aos longos e escuros invernos suecos. Todos os anos são organizadas, a nível local e nacional, disputadas eleições da Santa Luzia recaindo normalmente este papel em jovens louras e belas. Tradicionalmente tem de usar luzes no cabelo, na prática velas acesas, e vestir de branco como as suas ajudantes, as Tärnor. Para os rapazes fica a função de Pai Natal, Tomtar ou Meninos Estrela, Stjärngossar.  Como qualquer Miss esta tem funções definidas. Por exemplo, cantar e espalhar a luz por vários locais da cidade, entre eles, centros comerciais!



As celebrações incluem doces e bebidas da época, como os bolos de açafrão, os lussekatter, servidos com glögg ou café.

 
A cidade também se enfeita!

 
Um Feliz Natal para todos!

domingo, 27 de novembro de 2011

Tons do Outono

Antes de darmos entrada na estação branca, que este ano parece tímida em aparecer, resolvemos publicar um conjunto de fotografias com os tons outonais da cidade de Uppsala. : )

 


 


domingo, 6 de novembro de 2011

Viagem ao Norte (Uppsala – Gällivare)


Partimos de Uppsala até Mora e aí teve inicio a nossa aventura na histórica Inlandsbanan (Linha do interior)! Uuuu-pouca-terra, lá fomos nós pela única linha interior de comboio da Suécia que nos levou após dois dias de viagem até Gällivare, a última grande cidade a 1300 km de Estocolmo. 
Esta linha de comboio começou a ser construída no inicio do século XX e demorou mais de 30 anos para ser finalizada passando através de infinitos lagos, indomáveis florestas e diversas montanhas. 

Infelizmente esta viagem não se fez sem vítimas, temos a relatar a morte por atropelamento de um malogrado alce e de um azarado veado :(

O comboio da Inlandsbanan



Duas das muitas estações em que parámos




Paisagens típicas




Paragem no Círculo Polar Ártico



 
Pausa para café em Vajkijaur, Lapónia




Sol da meia-noite (com nuvens!)



Passeando por Gällivare (3ºC em Junho). A montanha de fundo chama-se Dundret.






Visita à mina Aitik. Uma das maiores minas a céu aberto de cobre da Europa.



sábado, 29 de outubro de 2011

Cavalo de Dalarna


Um dos símbolos mais apreciados da Suécia e último representante do artesanato popular sueco. Os Dalahäst são feitos em madeira e pintados à mão na região de Dalarna sendo os mais conhecidos os da pequena vila de Nusnäs, perto de Mora, com a tradicional cor vermelha-alaranjada.

Desde os tempos Vikings que o cavalo é considerado um animal sagrado e talhado como brinquedo. No centro da Suécia usaram-se restos de madeira do fabrico local de móveis, pigmentos das minas de cobre próximas e longas noites de Inverno para se desenvolver este cavalinho.

Os cavalos tradicionais de Nusnäs com a decoração atual, sela com padrão de flores, surgiram no século XXIX e ganharam reconhecimento internacional quando foram escolhidos como representantes da Suécia na Exposição Internacional de Paris em meados desse século.

Existem outras cores (azul, preto e natural) e diferentes tamanhos. Já são tão populares que nas lojas de recordações se podem encontrar exemplares mais baratos feitos fora da Suécia.

O nosso é dos verdadeiros e proveniente da fábrica Nils Olsson Hemslöjd em Nusnäs. Aqui ficam as imagens...



domingo, 25 de setembro de 2011

Örebro

Um pequeno passeio de 170 km para sudoeste levou-nos até à cidade de Örebro. A primeira parte do nome, öre, deriva das pequenas pedras que são removidas do leito do rio e a segunda parte do nome, bro, significa ponte. A localização da cidade foi estratégica já que o castelo neste local permitia controlar o comércio para o interior da Suécia. A cidade tem cerca de 750 anos e serviu de palco a muitos acontecimentos importantes na história da Suécia. Foi em Örebro que o oficial de Napoleão Bonaparte, Jean Baptiste Bernadotte foi coroado príncipe da Suécia. Outra figura ligada a Örebro é o famoso ladrão Lars Larsson Molin, que ao conseguir evadir-se das masmorras do castelo disfarçado de mulher ganhou a alcunha de Lasse-Maja. Lasse é a versão feminina do seu nome Lars e Maja a versão popular do nome Maria.

O Castelo de Örebro está situado no centro da cidade actual, numa pequena ilha do Svartån, Rio Preto.


Igreja de São Nicolau (Nikolaikyrka) do século XVIII.


Allehandaborgen, o Castelo Allehanda, foi construído em 1891 para uma institução financeira e actualmente alberga o jornal local.


Uma vista do rio.

domingo, 11 de setembro de 2011

Os suecos

Cá estamos nós de volta à nossa vida na Suécia! Ainda influenciados pelo boa disposição das férias, lembrámo-nos de falar sobre suecos. Como definir os suecos e o que se deve saber sobre os suecos, caso se viva ou visite a Suécia.

Os suecos são tímidos! Se não te conhecem é pouco provável que te dirijam uma palavra. Mas há exceções, a sua curiosidade natural obriga-os a interpelarem-te de forma direta caso esta seja despertada.

Como a água está para as plantas, o álcool está para os suecos. A única maneira de os libertar da sua timidez natural é dar-lhes de beber! Oferece-lhe uma cerveja ou outra bebida e verás como se transforma numa outra pessoa mais alegre e faladora.

Evitam os conflitos a todo o custo. Sempre que surge uma situação polémica, os suecos optam pela passividade. Tudo é preferível a ter que lidar diretamente com a situação e tomar uma posição. A técnica mais comum é mudar de assunto e cada um manter a sua opinião.

Podem ser muito diretos. Se tiverem algum reparo a fazer sobre o teu trabalho, dizem-to diretamente e não nas tuas costas. Mantendo o traço acima referido, o mais comum é utilizar o eufemismo de forma a evitar o conflito. Por exemplo, se te disserem “trabalha um bocadinho mais” significa que se não melhorares rapidamente o teu desempenho corres o sério risco de ser despedido.

Os círculos sociais são fechados. A maioria dos suecos mantém amizade com um pequeno grupo de amigos de infância e entrar neste grupo é quase impossível. Também é muito raro sair com colegas de trabalho e só em festas organizadas para ocasiões especiais se pode confraternizar com eles.

Os suecos não gostam de chegar atrasados. Se uma reunião está marcada às 8:30 implica que é para estar lá a essa hora, nem 5 minutos antes nem depois. Se um seminário está marcado para as 10h15 e às 10h10 já todos estão presentes e tudo preparado. Espera-se pelas 10h15. Portanto, à que ser pontual na Suécia.

Os suecos têm estilo. Quer na escolha de roupa, quer na decoração da casa. Depois de definirem um determinado estilo seguem-no à risca. Desde o heavy ao rockabilly passando pelos inevitáveis nerds pode-se observar de tudo numa rua sueca! A decoração da casa também segue o seu estilo próprio mantendo quase sempre o bom gosto.

O silêncio é de ouro. É normal ficar longos períodos de tempo sem dizer nada entre amigos ou em família. Isto não significa que estejam zangados ou de mau humor, apenas gostam de momentos de paz e tranquilidade.

Swedes love nature! Com um país tão lindo como a Suécia, não era de esperar outra coisa. Desde de tenra idade aprendem a aproveitar e a respeitar a natureza. Não há mau tempo que os impeça de ir passear, fazer piqueniques ou praticar desporto. Como costumam dizer “Não há mau tempo, há má roupa”! É muito comum terem uma casa de verão, a stuga, no meio da floresta à beira de um lago.

Os suecos adoram batatas, arenque, salmão e lombinhos de porco ou boi. É verdade, a maioria das receitas suecas têm pelo menos um destes ingredientes acompanhados com um determinado molho.

Fika é uma experiência religiosa. Todos os dias a uma certa hora, os suecos reúnem-se para beber café, comer uns bolitos e conversar! Citando Fernando Pessoa “primeiro estranha-se, depois entranha-se”. É de mau tom não respeitar este momento de profunda comunhão, principalmente quando se é convidado.